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O ataque dos cruzados e dos portugualenses às muralhas de Lisboa em 1147
BARATA, Jaime Martins (1899-1970)
MC.PIN.0153

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Esta pintura é alusiva a um dos muitos episódios referentes à conquista de Lisboa aos mouros, em 1147. No entanto, ela ilustra um dos primeiros desaires dos combatentes cristãos para o assalto à cidade.

 

 

A guerra de cerco era, à época, a forma mais comum de fazer a guerra, mas também a que requeria mais paciência, de ambos os lados. Lisboa era uma cidade robustamente amuralhada, como aliás a descreveu a fonte narrativa mais credível sobre os acontecimentos de 1147 (a carta do presbítero anglo-normando Raúl, endereçada ao clérigo Osberto de Bawdsey). Ao fim de duas semanas, os cruzados, já instalados nos arrabaldes (ocidental, tropas normandas e inglesas; oriental, tropas flamengas e alemãs), começaram a construir engenhos de assalto às muralhas, como, por exemplo, torres móveis. Estas estruturas destinavam-se a transportar em segurança um grande número de arqueiros e besteiros, permitindo tiro sobre o adarve, onde se encontravam os combatentes muçulmanos, obrigando-os assim a fugir.

 

 

Os normandos e ingleses montaram a sua torre de assalto, com cerca de 29 metros de altura (segundo a fonte narrativa), na praia ocidental, entre a Porta do Ferro a norte e a grande torre albarrã (mais tarde conhecida por Escrivaninha) a sul. No dia 3 de agosto, ao tentarem aproximá-la da muralha, a torre atascou-se na areia e dali não se moveu. Durante dias, os muçulmanos fustigaram-na com projéteis incendiários, acabando por destruí-la pelo fogo, ao fim de quatro dias.

 

 

Foi assim que o artista respondeu ao convite da Câmara Municipal de Lisboa que, em 1947, para comemorar os 800 anos da tomada de Lisboa aos mouros, produziu um livro para ilustrar a história da cidade: Lisboa - oito séculos de História. Jaime Martins Barata, professor de desenho em vários liceus, ficou responsável pela ilustração histórica e evocativa de numerosas reconstituições, em que pode dar largas ao seu gosto pela verosimilhança e fundamentação documentada, provavelmente com um evidente apoio dos amigos olisipógrafos Norberto de Araújo e Gustavo de Matos Sequeira. O artista já tinha efetuado o tríptico, que decora a escadaria principal do Palácio de S. Bento e os dois painéis para o átrio do Conservatório Nacional, no Bairro Alto.                                               

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