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Vista do Convento de Stº Jerónimo de Belem e Da Barra de Lisboa
MC.GRA.0262

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A inserção das mulheres e dos homens africanos escravizados nos vários espaços de trabalho não dispensou a dimensão religiosa da sua existência no Portugal católico. Após um período de adaptação forçada ao quotidiano, a participação em eventos religiosos e lúdicos foi a forma de mitigar a dura vida que tinham, participando em peditórios, confrarias e procissões, “à sua maneira”.

 

As confrarias de negros realizavam as suas próprias festividades, tendo em conta o dia de comemoração do seu orago. Para tal, faziam peditórios pela cidade para recolha de fundos, levados a cabo por um dos mais prestigiados confrades, a quem havia sido atribuído esse cargo honorifico – o andador de almas, ou seja, o que transportava o santo. Ao mesmo tempo que os transeuntes davam o seu donativo, tinham a possibilidade de beijar a imagem.

 

A figura do negro andador de almas aparece muitas vezes na iconografia de Lisboa, entre os séculos XVII e XIX, trajando de forma exuberante. Esta gravura apresenta uma das mais repetidas vistas da praia de Belém: em primeiro plano, revela-se uma concentração de população heterógena, entre mulheres, homens e crianças sentados numa mesa, junto a uma barraca de comida e vinho. À esquerda da imagem, o negro andador de almas tenta angariar fundos para a sua confraria.

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