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Vista da ribeira de Alcântara apresentando uma perspetiva bucólica do vale, tendo como fundo a monumental arcaria do Aqueduto das Águas Livres, construção que permitiu superar o desnível geológico do vale e possibilitar o afluxo à cidade das águas captadas nas nascentes de Belas e Caneças.
O problema da carência de água à cidade só foi solucionado através da construção do Aqueduto das Águas Livres, obra iniciada em 1732, no reinado de D. João V (1689-1750), e custeada pela população de Lisboa.
Entre as nascentes de Belas/Caneças e a Mãe de Água das Amoreiras, esta estrutura percorre cerca de 18 605 metros em troços subterrâneos e troços assentes em arcarias.
Estes últimos, compõem as zonas mais espetaculares do projeto, tanto o conjunto do vale de Alcântara, como o que possibilita a chegada das águas livres às Amoreiras.
Alexandre-Jean Noël (1752-1843) foi um pintor francês, especialista no tratamento de paisagens e marinhas, Esteve em Portugal na década de 1780, tendo então pintado locais emblemáticos de Lisboa.
No século XVIII, a ribeira de Alcântara era uma das zonas privilegiadas de veraneio e lazer da cidade, caracterizando-se pela existência de grande quantidade de casas nobres e quintas, entre as quais o Palácio Real e a Real Tapada de Alcântara.