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Interior dos Jerónimos
MC.PIN.0408

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O Mosteiro de Santa Maria de Belém, mandado edificar por D. Manuel, foi a principal obra régia de cariz religioso construída em Lisboa. Doado aos frades da Ordem de São Jerónimo, o complexo destinava-se a albergar, para além do núcleo monástico, o panteão real, substituindo nesta função o Mosteiro da Batalha. Com esta iniciativa, o monarca pretendia glorificar o seu reinado, legitimando a linha dinástica que consigo começava. A primeira campanha de obras, iniciada em 1501 ou 1502, ficou a cargo de Diogo de Boitaca (c. 1460-1528), artista fortemente ligado ao formulário tardo-gótico, responsável também pelo plano original do complexo. Este foi substituído em 1516 por João de Castilho (1470- c 1552), mestre de origem biscainha, que introduziu várias alterações no projeto da igreja ou desenvolveu de raiz outras parcelas.

 

A elegância proporcionada pelas finas colunas de suporte da abóbada e a harmonia e rigor geométrico da teia de nervuras em forma de palmeira, expressão do enorme virtuosismo de Castilho, motivaram certamente a admiração de Tony de Bergue (1820-1893) que, nesta perspetiva da nave central, realizada provavelmente em 1854, ano em que esteve em Lisboa, valorizou a verticalidade e grandeza do corpo do templo.

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